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Cuidar da saúde é coisa de homem


De acordo com o Instituto do Câncer (INCA), em 2018, a estimativa em Mato Grosso do Sul é de 89 casos de câncer de próstata em cada 100 mil homens

Infelizmente, o machismo é um dos principais fatores que impedem a prevenção do câncer de próstata. Novembro é o mês de conscientização e Mato Grosso do Sul é o segundo estado de maior incidência da doença no país, segundo o INCA.  A psicóloga da Caixa de Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems), Evelyn Gaspar, explica que a construção social do masculino faz com que haja preconceito com o exame de toque retal, “os homens geralmente não são estimulados ao autocuidado e a lidar saudavelmente com suas emoções”. Isso contribui negativamente para que a população masculina não dialogue para resolver suas inseguranças sobre o procedimento.

Essa construção social afeta também no tratamento da doença. A psicóloga afirma que os pacientes costumam ter medo dos procedimentos alterarem as atividades sexuais. “O masculino está muitas vezes associado à capacidade produtiva e geração de recursos financeiros. O tratamento pode implicar em uma crise de identidade, gerar sentimentos de baixa autoestima”.

O urologista Milton Garcia explica  que o preconceito tem diminuído, “quando os homens acompanham casos familiares ou de conhecidos, com a forma avançada da doença, acabam se conscientizando dos exames de rotina e prevenção”.

De acordo com Milton, o câncer de próstata não apresenta sintomas em suas fases iniciais. “Mas nas fases avançadas, pode haver dificuldade para urinar, sangramento na urina, emagrecimento, falta de apetite e dores ósseas”.  Para a prevenção, é solicitado o exame de sangue, também chamado de PSA a partir dos 45 anos. No início do câncer, o tratamento pode ser realizado com cirurgia e radioterapia, de acordo com Milton. Em fase avançada, com hormonioterapia ou quimioterapia.

Segundo Evelyn Gaspar, as campanhas de conscientização são fundamentais para levarem informações e estimular o diálogo entre os homens sobre os seus medos em relação à doença, para tratar o assunto com naturalidade. “Um fator que pode auxiliar muito é a busca por um tratamento de autoconhecimento e da própria sexualidade”.

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