Empodere as mulheres ao seu redor

09:36


 O movimento pela igualdade de gênero trouxe uma nova perspectiva para milhares de mulheres. A autoestima aumentou e a paciência para aturar comportamentos machistas diminuiu. Não ser mais coadjuvante em sua própria vida foi uma proposta bastante atrativa e que atingiu à muitas pessoas. De fato, essas manifestações contribuíram para a garantia de direitos básicos, o respeito e a liberdade, além do reconhecimento de que há um longo caminho a percorrer para alcançar o patamar de igualdade.

 Porém, ainda falta muito para o conhecimento da igualdade de gênero chegar a todas as camadas sociais. O feminismo, sendo um movimento de reafirmação do poder feminino, caminha pelo meio acadêmico e acaba por passar longe da periferia, onde a violência contra a mulher e a necessidade de políticas de gênero são mais emergentes. Falta investimento e diálogo para popularizar esse discurso.

 Um movimento só tem este nome porque é compartilhado com mais de uma pessoa, e a missão dos participantes é disseminar seus ideais. Funciona assim, desde sempre, com manifestações culturais e políticas, e pela igualdade de gênero não poderia ser diferente. As palavras de pronúncia bonita são muitas, mas de nada adiantam se não alcançarem quem realmente precisa ser beneficiado por elas.

 Ser feminista, ou uma mulher que luta pela igualdade de gênero, é um desafio na prática. Não basta escrever sobre o assunto nas redes sociais ou se posicionar quando algo acontece, é preciso mais do que isso. Devemos ter paciência para dialogar com familiares e amigos, sabedoria para orientar mulheres próximas a nós e didática para debater sobre, pois a arrogância cria barreiras.

  É fundamental considerar o contexto social em que vivemos e que propor discussões com a ideia de que a mulher têm os mesmos direitos que os homens, mesmo que pareça simples, sempre vai ser um ato de resistência. É importante lembrar que nem todos tiveram a mesma educação, o mesmo acesso e as mesmas oportunidades aos meios que nos fizeram mulheres feministas. Mas, através de nós, mais pessoas podem provar desses ideais e caso se identifiquem, propaga-los por aí.

 O movimento pela igualdade de gênero precisa ser interseccional. Conversar com a terceira idade, a população rural, a periferia, a juventude e com homens que mesmo que não façam parte diretamente, podem contribuir para uma sociedade mais igualitária e justa para as mulheres. Pode ser difícil, mas é mais digno que guardar para si esses discursos.

 O empoderamento não tem que ser apenas para a sua amiga que não gosta da própria aparência, mas para sua avó que nunca teve a oportunidade de frequentar centros de estética e ter a autoestima elevada. Não tem que ser apenas para a menina que você conhece e está em um relacionamento abusivo, mas também, para as mulheres divorciadas da sua família.

 Coragem e didática são as ferramentas que vão levar a igualdade de gênero avante.

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1 comentários

  1. Muito bom este texto.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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