Quando o machismo afeta os homens...

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 Esse não é mais um texto sobre feminismo, dessa vez, nosso objeto de observação são os homens. Essa consideração vêm sendo feita há algum tempo e quanto mais rapazes e garotas se derem conta disso, melhor. Pois informação e reflexão em conjunto sobre alguns temas também fazem parte da igualdade de gênero. Fique claro que não existem homens feministas ou mulheres machistas, o que há é uma reprodução dessas ideias feitas por pessoas do gênero oposto ao qual elas pertencem.

 Os impactos da cultura machista na vida de um homem começam muito cedo. Quando um pequeno cresce ouvindo "menino não chora", "joga que nem homem", "boneca é coisa de menina", é guiado por um padrão comportamental que o levará a cobrar de si mesmo masculinidade, de forma a limitar quem ele é, a cortar suas asas. Corrigir um menino por ter voz aguda, gostar de rosa ou ter mais amizades femininas não deveria ser certo e interrompe seu amadurecimento de forma que possa provocar frustrações futuras.

 A adolescência e vida adulta não ficam de fora desse processo complicado. A música, a televisão e às vezes até mesmo a família treinam homens para serem predadores, imbatíveis na conquista, no mercado de trabalho e na reprodução de sua masculinidade. O que estiver avulso a isso? Não serve. É "menininha", "bicha", "boneca". Com isso, entendemos o quanto a mulher é tida como referência de algo ruim, evidentemente inferior.

 Com isso, há uma sociedade masculina reprimida no sexo por receio de broxar ou sentir desejos supostamente femininos, com medo de fracassar e ser superado por sua companheira, obrigado a seguir o mesmo caminho que seus patriarcas. Além da negação de sua própria sensibilidade, prejudicial aos seus relacionamentos e desenvolvimento interior, uma das maiores violências citadas até então.

 O machismo não mata ou violenta sexualmente homens, por isso, a luta feminista acaba por ser maior, e deve ser protagonizada por mulheres. Mas essa mesma luta pela igualdade de gênero pode salvar rapazes de violência emocional e psicológica, fazendo-os livres para ser, amar e existir. Devemos reconhecer que a desconstrução dos estereótipos de gênero é uma alternativa revolucionária e humana para se fazer indivíduos mais felizes.

 Homem pode chorar sim. E para quem for contra isso: o choro é livre...

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